Paródia da música da
propaganda
“Lá, lé, li, ló, lu
patinadora...”
Adaptação: Rodrigo Travitzki
Hoje eu vi o Maluf na cadeia
Hoje eu vi o Maluf na cadeia
Eu fiquei até impressionado
com a polícia federalHoje eu vi o Maluf na cadeia
Hoje eu vi o Maluf na cadeia
Ele rouba mas faz
porque ele rouba quando fazseis advogados tem
e até eleitorado
tem tem
conta nas Ilhas CaymanHoje eu vi o Maluf na cadeia
Hoje eu vi o Maluf na cadeia
Ele rouba mas faz
porque ele rouba quando faztem no Airton Senna tem
tem nas Águas Espraiadas
tem tem
conta nas Ilhas Cayman
Embora se tratasse de um espectáculo cinematográfico, nem por isso deixou de ser um bom filme. Curiosa é a democracia, onde os políticos mudam e o Roberto Marinho continua (mesmo postumamente). O “espetáculo maluf” foi muito lucrativo para a globo.
Mas o fato era que Maluf havia sido preso. E por mais que o significado disto fosse obscuro, algo permanecia reluzentemente claro: toda minha metafísica anterior era a partir de agora obsoleta. O universo não mais era eterno, com leis naturais, verdades absolutas, postulados universais e triângulos que viviam felizes para sempre ao lado dos quadrados e cossenos. O mundo não era perene e imutável.
O SER era, no fundo, um DEVIR.
Naquele dia, eu vi o Maluf na cadeia. Foi algo como um grego observar Zeus sendo ridicularizado por Dionísio sem poder fazer nada.
Fonte: Rodrigo Travitzki - digao.bio.br
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