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A esperança equilibrista
Paródia da música "O bêbado
e a equilibrista"
de João Bosco e Aldir Blanc
Adaptação: Allan Monteiro e Rodrigo Travitzki
Letra:
Caiam as malas no valerioduto
e o brasileiro na labuta
me lembrou carlitos
Delubio, tal qual a dona do bordel
distribuia nota fria pro voto de aluguel
e lula olhando tudo lá do céu
pensava “tô numa enrascada, que sufoco, louco”
o Costa Neto achou pouco
fizeram daqueles 3 mil
a lama do Brasil
meu Brasil
bisonha a nota preta que saiu
roubando a gente que caiu no imposto de renda
chora a nossa pátria que o pariu
choram Marisas e patifes
na lama do brasil
Mas sei que um aroma assim pungente
de orégano com queijo quente
Jacinto Lamas, Dantas..
tem tanto nome nessa lista
tem deputado que é artista
e quer continuar
azar, a esperança equilibrista
caiu no chão tombou na pista
mas tem que levantar
Gravado na casa do Gibson, pelo próprio
Voz: Joana dos Santos
Baixo: Gibson Bernardo
Violão: Beto Vilela
pandeiro: Digão
Momento histórico
Quem não se lembra de se "sentir desiludido" com a "excessiva
moderação" do recém eleito presidente Lula frente a questões éticas que
antes combatia de forma tão radical? A desagradável sensação de ver um
sonho murchando, a utopia fugindo pra além do horizonte, uma
esperança reluzente e delicada sendo estraçalhada pela roda gigante do
mundo.
Uma dessas sensações que se tem com presidentes,
com namoradas, consigo mesmo... uma espécie de "tristeza arquetípica".
Como se houvessem libertado tudo de ruim e nos restasse apenas uma
esperança, embora ainda inacessível. E a culpa, claro, sempre racaindo
sobre a bela e curiosa Pandora. Leia estes Belos versos de Hesíodo
sobre Prometeu e Pandora, que nos ajudam a refletir sobre as
relações de poder, a origem do "mal", e quem sabe alguma esperança que
ainda tenha sobrevivido dentro da caixa.
Fonte: Rodrigo Travitzki - digao.bio.br
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